quarta-feira, 8 de setembro de 2010

SOB O SOL DA TOSCANA - POST ESPECIAL

Quem acompanha o blog, sabe: sempre que encontro algum texto que acho legal, posto aqui. Normalmente escolho textos de pessoas desconhecidas, iniciantes nas letras ou apenas apaixonados por escrever, porque acredito muito em incentivar pessoas e em divulgar aquilo que acho legal. Foi assim com a Vanessa, com a Débora e agora, com a Dirlene.
Dirlene Marimon é uma gaúcha descendente de bascos espanhóis, super simpática e tranquila e gentilmente cedeu o texto para eu colocar aqui.
Peço a vocês que leiam e comentem. Ajudem a incentivar quem está começando!
Afinal, todos nós temos a nossa Toscana na alma.
Aproveito e faço aqui uma homenagem à minha avó materna, Ernesta Tarabori, nascida em Pescia, uma aldeiazinha toscana minúscula, cujas casas são como esta da foto: rústicas e cheias de flores.
O crédito da imagem é do blog Santamelinha.

Beijossss!

A TOSCANA DE CADA UM


Um dos filmes de que mais gostei, e gosto muito de rever, é "SOB O SOL DA TOSCANA". É um romance simples que trata, de forma delicada, das mudanças de rumo que a vida dá e como lidamos com elas. Há tristeza e alegria, sol cálido e neve, sorrisos e lágrimas e, principalmente, uma "travessia" (o Milton que me perdoe a intimidade!).

A protagonista sofre com o repentino final de seu casamento e vive uma "vida sem vida" por um tempo, mas amigas (sempre elas), convencem-na a viajar para Toscana, num inacreditável e delicioso "Tour Gay". Lá, muito além das paisagens bucólicas, são as pessoas que a contagiam com sua aparente "insana" forma de viver a vida: "normale". As mudanças que acontecem nessa interação é que fazem o final mágico do filme. O que mais me agrada, ao assistir SOB O SOL DE TOSCANA, é perceber como nossa vida tem suas próprias trilhas e o quanto ficamos, muitas vezes, estáticos frente às curvas em nosso caminho, talvez porque não tivemos amigos como os do filme para dar as passagens e aquele empurrãozinho acompanhado de "coragem, amiga".

São tantas as vezes em que somos impelidos, por opção ou "tropeção", a sair de onde estamos física e emocionalmente para trocar de vida, de pensamento, de lugar ou de gosto, que toda vez que conseguimos ser diferentes, ser melhores, nos sentimos um estrondoso sucesso em nossa própria bilheteria. Parece que todos temos, em nosso caminho, a nossa "Toscana" e, quem sabe, seja muito bom poder visitá-la um dia, não para mudar nossas vidas, mas para mostrar a ela o que fizemos de nós mesmos e comemorar da maneira mais gostosa: normale.

4 comentários:

Natália Alexandre disse...

Sob o sol da Toscana é um dos meus filmes favoritos, tb.

Que texto lindo. :) Obriga por compartilhar conosco.

Bjsss

Laura Elias disse...

Oi, Natália, que bom ver você por aqui!
Acho que já assisti ao filme umas 500 vezes, adoro! E adoro aquele namorado dela do final so filme também..hehehehe.
O texto da Dir é muito legal, por isos postei aqui.
Beijos, minha linda!

Jussara disse...

Oi, Laura, estou adorando seu blog! Fico feliz por você ter encontrado e publicado em esse belo texto da Dir, minha colega de trabalho, em seu blog. Certa vez participamos com nossas produções de um projeto da Biblioteca que denominei "Professor também escreve além do giz". Precioso esse texto, mesmo!O filme também é encantador, já estou querendo assisti-lo outra vez.
Grande abraço!
Professora Ju

Laura Elias disse...

Oi, Jussara!

Que delícia receber sua visita.
Sou uma fã de carteirinha dos professores, este pessoal que enfrenta uma pedreira danada com alunos insuportáveis e ainda assim se mantém firme ao propósito de formar e informar.
Bjo grande, venha sempre!